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Feliz Natal

“Então é Natal, e o que você fez?”


Há muitos anos esse trecho da música da Simone fica martelando na minha cabeça nos dias de véspera de Natal. Confesso que sempre com um certo ressentimento, tristeza e pesar.

Lembrar-me do meu ano fazia refletir sobre todos os erros e faltas, e me direcionava para sentimentos de culpa e escassez.

Além disso, pensava com saudade nas pessoas e coisas boas, querendo que o tempo nunca parasse, que a distância não existisse. Era uma saudade recheada de apego e controle.

Natal, ainda, também era para ficar em família - quase como uma obrigação.


Esse ano, foi diferente.


2022 foi para mim o ano de aprender o que é AMOR-PRÓPRIO, de verdade.

Não o amor de se embelezar e ter autocuidado (que claro, são importantes para a autoestima e para nosso corpo ter saúde). E sim aquele em que você aprende a linha tênue entre se priorizar e ser egoísta. Um exercício diário de equilíbrio do ego, buscando o caminho do meio:

- dizer não ao outro para me preservar;

- deixar de me obrigar a fazer o que não quero somente para evitar rejeição;

- ser verdadeira comigo mesma, compreendendo o que é a verdade do meu coração e o que é apenas um desejo do ego de ser amada e aceita;

- entender que para ser humilde não preciso ser humilhada, que para ter caridade e compaixão não preciso me curvar atendendo a tudo que o outro quer, que eu não preciso dar conta de tudo sozinha e é sim importante saber pedir ajuda.


Também está sendo um ano de me ensinar sobre FÉ e sobre controle.

Após ter subido o degrau evolutivo de ACREDITAR em Deus, passei a aprender a CONFIAR em Deus. E estou, ainda, aprendendo a virtude da FÉ - que me disseram que é algo em que você confia tão profundamente que não existe nenhuma dúvida; que você deixa tudo fluir, sem querer controlar.


Esse ano foi meu primeiro Natal completamente sozinha. Até Gabi foi para a casa do papai.

Nesse Natal, eu senti uma energia e vitalidade muito grande para limpar, organizar e desapegar de coisas e objetos na minha casa. Um desejo ardente de deixar o velho para trás, de dividir e doar as coisas que tinha em excesso, de repaginar a casa, a mente e o coração. Preparei também uma limpeza energética e um altar, enquanto ouvia alguns vídeos que falavam sobre Jesus.

Sem planejar nada para a ceia e soltando o controle, decidi que eu faria o que meu coração tivesse vontade, na hora que tivesse vontade.

Entre 18h e 19h do dia 24, recebi a visita de duas vizinhas que me trouxeram um pouquinho do que tinham preparado, e juntando tudo recebi uma ceia de natal completa e abundante.

Esse foi um Natal em que fiz tudo ouvindo o que meu corpo queria e atendendo suas vontades - desde uma caminhada, um banho de mar, o que comi e o horário em que me alimentei. Também cuidei da minha mente, deixando tocar frequências durante todo o tempo. As emoções foram trabalhadas ao longo de todo o ano, e aqui não houve mais pesar e arrependimento sobre o passado, e sim discernimento do que aprendi. Não houve mais saudade com apego, e sim gratidão.

Deixei o silêncio tomar conta, e a oração invadir o meu ser.


Esse foi o Natal mais emocionante da minha vida, sem que soltasse nenhuma lágrima como nos anteriores.

Saí da posição de vítima, de culpa, de ressentimento e tristeza (comigo mesma principalmente), para me emocionar com a vida, com a alegria, a gratidão, o amor-próprio e a fé.

Recebi gentileza, abundância e carinho das mais diversas formas - amigos distantes, vizinhos próximos, da minha cachorrinha e de outros seres da natureza que vieram me visitar.

Esse foi, sem dúvidas, o Natal do equilíbrio energético.


Jesus veio à Terra para disseminar o amor. E nesse Natal, o meu maior presente foi ter percebido que estou caminhando cada dia mais para colocar em prática a Consciência Crística. Ainda existem muitos degraus, mas sei que tem um time gigante da espiritualidade torcendo pelo meu desenvolvimento, e isso faz com que a caminhada seja mais leve.


Desejo de coração que seu Natal possa ter sido envolvido de amor - por Deus, por você mesma e consequentemente por todos os outros seres.


Feliz Natal!

Giane M Faccin


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